O sol nascente em rubro...

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Sonho de criança




Oh! Se me lembro
Como nos nossos rostos
Soprava o vento de Agosto
Como as brisas do Verão
Enchiam de Amor o nosso coração

Duas crianças
Cheias de sonhos e esperanças
Onde corríamos livres
Uma vida cheia de vida e danças
Antes de ires, antes de partires

Sim, éramos tão puros
E as flores?
Ainda florescem aqui nos arredores
Volta a comigo brincar
Vamos os dois sonhar

Esse que partiu
Esse que é de todos e não meu
Aquele ao qual nunca disse Adeus
Esse chamado sonho...


sábado, 11 de fevereiro de 2012

Pureza Imaculada


Como um botão de flore
Jóia do jardim proibido
Ternura de cada sentido
Só tu és verdadeira
Só tu és a derradeira
Virtude das virtudes

Pureza
És da bondade a beleza
Constróis a felicidade na tristeza
És um raio de luz
Este que ateia e reluz
Que aos impuros seduz

Pureza
És da consciência a leveza
Da ignorância a incerteza
Da certeza a ingenuidade
Vives feliz sendo ambígua
Sendo indiferente à universalidade
Elevas o espírito ao auge do poder

Elevas a alma ao auge da humildade
A mente em liberdade
Vivendo eternamente na generosidade
De se ser feliz sem saber
O que dói o que é sofrer


Pureza,
és a inocência
Dos que vivem como se nada nunca acabasse
Um horizonte de um Éden
Onde corres em prados como se a luz nunca terminasse








domingo, 5 de fevereiro de 2012

Éden


Se caminhasse por esses prados
Sem nunca mais perder de vista o horizonte
O sol nascendo
Ao som das aves coloridas e exóticas
De uma tarde quente de Verão
Seria isso liberdade?
Seria isso aquilo que chamam de felicidade?
Eu corro por entre crisântemos
E piso com pés de fada
Cada botão de floresinhas
Que se soltam pela relva fresca
Oh! Que pureza seria
Imaculado dia
Sonhos ou realidade
Beijos de amor
Cheios de verdade
E os amores-perfeitos florescem
E com eles os meus sonhos crescem!

Jardim italiano


  

Amanhecer



As aves cantam empolgadas
Já se ouve gente a mover-se em casa
Já se ouve a vida acordada
E a felicidade chega
Vinda da neblina da noite
Cheia de flores e aromas
O delicioso aroma a comida divinal
Sei que estão a fazê-lo
Sei que cedo irei desfrutar do sol
Mas agora tenho de me levantar
Para poder viver dessas energias
Dessas manhãs que mesmo frias
Tem o sol a raiar
Nas pétalas das margaridas
Das orquídeas
E um novo dia nasce
Cheio de cor e luz
No meu jardim Floresce
E eu sorrio ao mirar a luz
A iluminar a minha varanda
Cheio de calor
Onde só é permitido o doce sentimento
Do Amor!
Jardim grego



sábado, 4 de fevereiro de 2012

Oriental





Num beijo leve de uma borboleta
Numa pétala de rosa branca
Pura e bela, como a pele de um príncipe
Esses sonhos são meus,
Se nos olhos me perdesse
Seria a Maior riqueza
Nesses lábios teus
Meu guerreiro de olhos prateados
Que me afundaste nessas profundezas
Ho! Me afundaste, meu príncipe
Quero que voltes, meu amor
Para me perder em ti,
No teu corpo calor
Tu que autentificas o meu ser
Tornando-o o mais belo
Tu que me dás o doce fruto da eternidade
Dos teus lábios nunca me fizeste sofrer
Sempre amor me apresentaste e despertaste
Vivendo na paixão das montanhas
E na verdade
Nos teus braços sempre fui feliz
Quero voltar a ter os teus braços em volta de mim
Ho vento, traz-me o meu guerreiro de cabelos negros
Traz-me a visão que nunca mais vi
Com lamina na mão lutas e sofres
Quero te acariciar nos meus braços de novo
E afundar-me de novo
Nesses olhos rasgados e finos
Que vêem o mundo na perspectiva do amor
Canto ao ar estes hinos
Para que te tragam de volta meu amante
Meu belo cavaleiro, corre esses montes
E volta para mim finalmente
Estou a desvanecer, e em ti
Está a vida que me falta,
A minha vida está amarga
Nos teus lábios está a doçura
Trá-los de volta para mim
As pétalas de cerejeira levam a mensagem de amor
Escuta-as por favor
Meu doce cavaleiro andante

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Jardim



Quantas foram, quantas não foram, essas flores que conta-mos. Lembras-te do seu cheiro? Como era doce! Nós flutuávamos no aroma da Jasmim, tão doce, no perfume das rosas, tão fatais, no suave cheiro das glicínias, dos Lírios brancos e puros.
Lembraste das cores? O azul mágico das hortênsias, que desbotavam em pontinhos que unidos faziam um mundo de suavidade e beleza, a límpida palidez dos jarros, o exotismo dos aloendros, flores filhas das noites arábicas, que tantas vezes enfeitiçaram os nossos quartos, noites quentes de Verão em que a lua crescente nos beijava com pós de desejo e paixão, as margaridas, tão singelas e pequeninas de todas as cores saltitando nos nossos passos amorosos, essa dança de inocência e imaculabilidade.
A majestade dos cravos, que exaltava a nossa paixão, a sua macieza quando nos deitávamos sobre eles. E a perfeição do nosso amor nos amores-perfeitos que jaziam nessa cama de flores que tanto serviram de leito ao fogo das nossas loucuras da juventude.
Lembras-te? Quando o meu vestido pendia nos meus ombros, independente, alvo, enquanto corríamos pela floresta cheia de Cerejeiras floridas, rosas silvestres a adivinharem namoros, os pessegueiros cujas pétalas dos botões adejavam á nossa passagem. Corríamos os terrenos mandarins, pelos trilhos das rosas da china, pelos campos de crisântemos, corríamos as índias, junto aos lagos de lótus onde os nossos corpos molhados se acostavam um ao outro olhando as estrelas.
E quando pelos prados de camélias, rosadas, níveas, áureas, desvendávamos os caminhos florais para o Japão, na seda do teu toque deleitoso. Os teus olhos negros como duas poças de oceano imenso e profundo, na oscilação do vento os teus cabelos ébano como a noite sem lua prateada, nos quais me perdi.
Exalto as flores do meu jardim, nelas vejo imagens nas quais nunca me perdi, nas quais jamais me esqueci, nos caminhos que nunca caminhei, pois nesses teus olhos negros nunca o meu reflexo se celebrizou, nunca se aclamou, apenas te olho, de longe, esperando um sorriso, e imaginando o jardim que ainda iremos plantar…

By Banp