A noite desenhava-se num profundamente azul. Tsuki não tinha descido nem à vila nem ao templo. Tinha decidido ficar durante todo esse dia a trabalhar no monte do pessegueiro. Tinha arranjado uma nova actividade. Agora, guardados em inúmeras caixinhas, estavam bichinhos da seda. passava horas a fio a limpar e a cuidar daqueles animais pretos e brancos com a pele macia e de aspecto vulgar.Os pequenos e frágeis seres moviam-se lenta e suavemente. Roíam com calma e passividade as folhas verdes das amoreiras do jardim.
As última noite tinha o deixado com uma nostalgia interior magnifica. então quando não cuidava dos seus produtores de seda, pintava a lembrança do Katsura Otoko, ou escrevia lindos poemas a ele.
Meses passaram e já ia em princípios de Agosto. Tsuki já tinha seda suficiente para fazer um quimono, faltava-lhe tintas para tingir e material de costura. Nunca mais houve nenhuma surpresa noctívaga. Nunca mais Yuki lá tinha aparecido, e Tsuki sentia-se agora mais que nunca, só. Nunca antes ele tinha sentido isso, a necessidade de falar, de o ouvir, de sentir o seu doce hálito, o seu perfume das flores das árvores celestiais. Mas o que mais fazia Tsuki sentir falta era os olhos prateados feitos de estrelas. Aqueles que até a lua cedia aos seus encantos. Como o ex-guerreiro se sentia solitário. Nunca pensaria que um belo jovem filho lunar lhe faria tanto dano. Tentou esquecer, desenhar, escrever, mas sempre que tentava desenhar a lua, o seu rosto imaculado surgia dela, sempre que escrevia às águas e às árvores, era ele a quem dedicava.
Os meses tinham sido difíceis, Tsuki sentia que a sua paz já não fazia sentido sem a companhia do belo ser. Então, por isso, e para comprar os necessários materiais para a criação de roupas de seda, Tsuki começou a sua jornada até a grande cidade.
O caminho foi difícil. Descer e subir montanhas, vaguear por terrenos virgens, atravessar pontes sempre em cima das chinelas de madeira. Os pés do ex- Samurai já choravam de dor. Esta acalmou quando Tsuki chegou à planície. Sentou-se numa rocha fria e cinzenta e ali ficou.
Os olhos não demoraram a fechar-se. Os sonhos cruzaram-se e Tsuki pode ver no seu belo sonho o magnifico ser lunar. O príncipe da lua e da noite. Enquanto os olhos repousavam, nos lábios da noite como segredos escondidos de um conto, surgiu um barco voador, um belo barco que era manejado com um comprido remo de prata no céu estrelado. Nesse barco dois belos seres miravam o homem. "Como é belo" disse uma voz efeminada, no entanto o ser era como uma flor,com traços de beleza que confundiam os mortais sobre ser um príncipe ou uma princesa. A segunda voz era decerto uma voz masculina. O remador era um guerreiro de armadura de prata, tinha um rosto mais formoso que a água celestial. Os seus olhos eram tão negros que parecia uma poça de céu nocturno. Este falou dizendo "Este é o que tanto apela ao príncipe vosso irmão." O ser andrógeno sorriu. Era o príncipe mais novo, conhecido por brincar com os humanos e caminhar no meio dos demónios da noite como se fosse um deles. Trapaceiro e de um sentido de humor negro. Não era malvado, mas sim um ser que se gostava de divertir sem limites. Coisa que o seu irmão não aprovava.
Enquanto o Tsuki descansava na rocha, o barco sobrevoava-o andando devagar para os seres que dele usufruíam examinarem bem cada traço do ex-samurai. O belo homem abriu os olhos e olhou em volta. Tinha sentido algo, o mesmo sentimento que tinha sentido quando esteve perto do príncipe da lua.Procurou, andou e andou, procurando os belos olhos do ser. Mas nada conseguiu se não perder-se ainda mais. A noite foi feita de lágrimas, e a natureza chorou com este.
Longe, bem longe dali, alto e bem alto da terra, numa localização desconhecida ao Homem, morada dos deuses, na noite eterna, no astro mudo de prata, um palácio erguia-se. Um palácio majestoso de mármore negro que brilhava com o cintilar das estrelas. O telhado era de tons azuis escuros que ao olho humano seria impossível afirmar o seu nome. E nas janelas revestidas a prata, véus de seda turquesa esvoaçavam, com o vento a soprar suavemente. Pareciam cabelos finos de uma virgem nadando num leito, dançando com pétalas de pessegueiros em flor. Cresciam muitos, mas não como nós os vemos nos vastos pomares terrestres. Aqui eles cresciam selvagens, tinham a casca dos troncos negra e grossa, macia como se tivessem sido tratados por um artista. Os ramos eram elegantes e em todos nasciam milhares de flores, e em todos umas dezenas dos macios e vultuosos frutos. Entre os enormes e fortes pessegueiros, lindas flores cresciam, Lotus pálidas de uma beleza inigualável. Riachos e pequenas cascatas com água tão límpida quanto cristal, pontes de diamante em tom de safira como nunca se tinha visto em território terrestre. Este local era o palácio de Tsukiyomi, o deus lunar.
O caminho foi difícil. Descer e subir montanhas, vaguear por terrenos virgens, atravessar pontes sempre em cima das chinelas de madeira. Os pés do ex- Samurai já choravam de dor. Esta acalmou quando Tsuki chegou à planície. Sentou-se numa rocha fria e cinzenta e ali ficou.
Os olhos não demoraram a fechar-se. Os sonhos cruzaram-se e Tsuki pode ver no seu belo sonho o magnifico ser lunar. O príncipe da lua e da noite. Enquanto os olhos repousavam, nos lábios da noite como segredos escondidos de um conto, surgiu um barco voador, um belo barco que era manejado com um comprido remo de prata no céu estrelado. Nesse barco dois belos seres miravam o homem. "Como é belo" disse uma voz efeminada, no entanto o ser era como uma flor,com traços de beleza que confundiam os mortais sobre ser um príncipe ou uma princesa. A segunda voz era decerto uma voz masculina. O remador era um guerreiro de armadura de prata, tinha um rosto mais formoso que a água celestial. Os seus olhos eram tão negros que parecia uma poça de céu nocturno. Este falou dizendo "Este é o que tanto apela ao príncipe vosso irmão." O ser andrógeno sorriu. Era o príncipe mais novo, conhecido por brincar com os humanos e caminhar no meio dos demónios da noite como se fosse um deles. Trapaceiro e de um sentido de humor negro. Não era malvado, mas sim um ser que se gostava de divertir sem limites. Coisa que o seu irmão não aprovava.
Enquanto o Tsuki descansava na rocha, o barco sobrevoava-o andando devagar para os seres que dele usufruíam examinarem bem cada traço do ex-samurai. O belo homem abriu os olhos e olhou em volta. Tinha sentido algo, o mesmo sentimento que tinha sentido quando esteve perto do príncipe da lua.Procurou, andou e andou, procurando os belos olhos do ser. Mas nada conseguiu se não perder-se ainda mais. A noite foi feita de lágrimas, e a natureza chorou com este.
Longe, bem longe dali, alto e bem alto da terra, numa localização desconhecida ao Homem, morada dos deuses, na noite eterna, no astro mudo de prata, um palácio erguia-se. Um palácio majestoso de mármore negro que brilhava com o cintilar das estrelas. O telhado era de tons azuis escuros que ao olho humano seria impossível afirmar o seu nome. E nas janelas revestidas a prata, véus de seda turquesa esvoaçavam, com o vento a soprar suavemente. Pareciam cabelos finos de uma virgem nadando num leito, dançando com pétalas de pessegueiros em flor. Cresciam muitos, mas não como nós os vemos nos vastos pomares terrestres. Aqui eles cresciam selvagens, tinham a casca dos troncos negra e grossa, macia como se tivessem sido tratados por um artista. Os ramos eram elegantes e em todos nasciam milhares de flores, e em todos umas dezenas dos macios e vultuosos frutos. Entre os enormes e fortes pessegueiros, lindas flores cresciam, Lotus pálidas de uma beleza inigualável. Riachos e pequenas cascatas com água tão límpida quanto cristal, pontes de diamante em tom de safira como nunca se tinha visto em território terrestre. Este local era o palácio de Tsukiyomi, o deus lunar.
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