O sol nascente em rubro...

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Roda do equilíbrio


O vento sopra solene
E o mundo torna-se claro e transparente
Sigo com o olhar
Sigo com a mente
Cada movimento brando
Dos juncos
Que se dobram elegantes
E levemente

Oiço o grito da humanidade
Tão caótico
Tão disforme e múltiplo
Como uma debandada
Multidão de borboletas agitada
Cores várias
Nesse mundo amplo
Onde se inspira liberdade

As asas da borboleta vaporosa
Exaltam os sapientes seres
Voa borboleta!
Não está na ora de padeceres
Está na ora de te ergueres
E de toda essa humanidade se levantar

O grito que oiço
Não é de dor
Sim um profundo grito de amor
De mãos dadas
As cores da borboleta variadas
Como irmãs
Como a humanidade

Oh! Se fosse-mos como junco
Que com a força do vento
Deliciosamente se deita
Com movimento fluído e lento
Mas quando a tempestade acalma
O junco ergue-se de novo leve
E terminada a azafama
Tudo volta ao que deve
E o junco descança

Oh! Se fosse-mos como o junco
Não haveria tempos de guerra
Armas nas mãos de criança
Seriamos irmãos como as cores
Das sas da borboleta vaporosa
E viveriamos sem rancores
Com irmãos
Senhores da bonança

Mas irmãos, ainda é dia
Ainda há esperança




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